O Saco de Estopa e o Pote de Ouro
Era uma tarde abafada no pequeno povoado de Pedra Branca, aninhado nas margens do Ribeirão de Pedra, um córrego sinuoso que cortava a região como uma serpente preguiçosa. O céu estava nublado, e o ar pesado, carregado de um silêncio incomum. As casas de barro alinhadas na rua principal pareciam exalar um cheiro de madeira queimada, como se algum fogo distante estivesse sempre queimando no horizonte. No entanto, o único som que quebrava a quietude era o murmúrio constante das águas correndo pelo córrego, que passava logo à frente. Mateus, um homem simples de cerca de trinta anos, caminhava em direção à fazenda onde trabalhava como capataz. O sol já começava a se esconder, e ele precisava chegar antes que a noite o pegasse na estrada deserta. Ele estava cansado, mas sabia que o trabalho o aguardava. Porém, quando se aproximou da margem do Ribeirão de Pedra, algo chamou sua atenção. Uma mulher estava lá, encurvada, carregando um saco pesado de estopa, que parecia estar prestes a ra...